Alternativas em caso de possível escassez de EPIs durante a pandemia

Diante do risco de escassez de materiais em situações de crise como no caso da pandemia da Covid-19, na qual é alta a procura por Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), é necessário que os profissionais de saúde tenham alternativas para garantir sua segurança.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) publicou um documento orientando esses profissionais sobre como agir nesses casos em que a proteção pode ser falha ou não estar disponível.


As recomendações da SBA são:

▪Luvas de uso duplo: Combina as características das luvas de proteção frente a microorganismos, que é um EPI, com as luvas sanitárias (PS). Desta forma, é possível proteger simultaneamente o profissional e o paciente.

▪Máscaras: Ao atender uma pessoa sintomática, o profissional pode precisar de tipos diferentes de máscaras de acordo com a distância do paciente, que pode estar com ou sem máscara durante o atendimento. Em distâncias maiores que dois metros, a máscara não é necessária. Já entre 1 e 2 metros de distância, o profissional de saúde deve utilizar a máscara cirúrgica. Em distâncias de até 1 metro, a máscara cirúrgica deve ser utilizada se o paciente também estiver utilizando máscara durante o atendimento. Caso contrário, o profissional deve utilizar a proteção respiratória PFF2, que é um EPI. Em procedimentos onde pode ocorrer a geração de aerossóis, o anestesiologista deve usar obrigatoriamente a proteção respiratória PFF2 para garantir sua segurança.

▪Os profissionais mais expostos devem utilizar as máscaras EPI, enquanto os menos expostos podem utilizar máscara cirúrgica, desde que mantenham distância para evitar contaminações.

▪Quando não houverem máscaras PFF2 suficientes, deve-se recorrer a outros EPIs das vias respiratórias ou considerar as seguintes alternativas: uso prolongado de máscaras ao atender pacientes com o mesmo diagnóstico alojados na mesma unidade hospitalar, uso de EPI além da vida útil designada pelo fabricante desde que seus componentes não tenham se degradado, reutilização limitada (usar a mesma máscara para atendimentos múltiplos, retirando-a após cada atendimento e sempre utilizando luvas) ou priorizar o uso por tipo de atividade de acordo com o nível de exposição e risco para o profissional.

▪Para os profissionais da saúde, o uso de máscaras que nunca foram avaliadas ou aprovadas pelos órgãos competentes ou máscaras caseiras só deve ser considerado em último caso, se não houverem mais respiradores PFF2 e máscaras cirúrgicas, e sempre respeitando a distância recomendada.

▪Quando não houverem roupas ou luvas de proteção frente a agentes biológicos e microorganismos, é possível utilizar roupas de proteção química (Bata PS + avental cirúrgico ou Bata PS com área resistente à penetração de líquidos ou Bata PS + avental plástico) e dois pares de luvas PS.


Lembrando que essas medidas devem ser aplicadas somente em situações excepcionais, quando não houver nenhuma outra possibilidade. Para prevenir a transmissão de forma eficaz, é necessário combinar o uso de EPIs às demais medidas preventivas contra a Covid-19.

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